Projetos de Aprendizagem
Muitas escolas estão percebendo a defasagem existente entre a realidade escolar e a realidade do mundo; entre o que ela ensina e o interesse dos alunos; entre o que a escola acredita ser importante e o que a sociedade cobra dos jovens que saem da escola. Algumas estão dando passos gigantescos e assumindo a responsabilidade de mudar o rumo da educação com propostas inovadoras, outras vão tateando o caminho, tentando de forma tímida acertar o passo. Mas ainda existem muitas que não acordaram para esta realidade.
O WebEducador acredita que o futuro da educação é a pedagogia que explora o desejo de aprender das crianças e jovens. E esse desejo é o motor para que toda a aprendizagem ocorra. Mas, para o motor funcionar, é preciso quem o alimente de combustível e quem dê a partida. Depois, é só seguir o caminho que muitas vezes é desconhecido, abre-se em várias direções, pode apresentar obstáculos e às vezes, não chegar a lugar algum. De qualquer forma, aprende-se muito pelo caminho. Porque não é o professor que está ao volante. Ele talvez conheça vários caminhos, mas é o aluno que decide por onde ir.
Muitos projetos escolares são planejados pelos professores ou pela direção escolar e podem envolver toda a escola ou um grupo específico, mas não podem ser considerados projetos de aprendizagem quando não partem dos próprios alunos, ou quando eles não são considerados para decidir os rumos do projeto.
O WebEducador quer abrir este espaço para discutir sobre o sentido real de um projeto de aprendizagem ou, de uma pedagogia vivencionista que traz um nome muito sugestivo do que realmente deve ser a educação: viva, vivenciada, com vida. Quer trazer depoimentos de quem vive esta experiência, mostrar exemplos concretos e delinear os passos importantes para que um projeto leve realmente à aprendizagem e ao desenvolvimento de habilidades.
Para Entender Melhor
"Na proposta vivencionista, quebramos um tabu gigantesco: o de que não há educação sem planejamento. O professor que trabalhe com essa pedagogia deve entrar em sala de aula somente com a vaga ideia do que fará baseado na atividade de conclusão decidida pelos alunos. No entanto, ele deve ter em mente que os caminhos podem mudar caso algum aluno tenha outra ideia e os outros resolvam seguí-lo."
http://vivencionismo.com.br/?page id=2
"Quando o aprendiz é desafiado a questionar, quando ele se perturba e necessita pensar para expressar suas dúvidas, quando lhe é permitido formular questões que tenham significação para ele, emergindo de sua história de vida, de seus interesses, seus valores e condições pessoais, passa a desenvolver a competência para formular e equacionar problemas. Quem consegue formular com clareza um problema, a ser resolvido, começa a aprender a definir as direções de sua atividade." (Fagundes, Léa da Cruz - Co-Autoras Luciane Sayuri Sato/ Débora Laurino Maçada - “Aprendizes do futuro: as inovações começaram!” )http://mathematikos.psico.ufrgs.br/im/mat01038051/projetos.htm
